quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014
sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014
Mom is not getting older...she is getting better
sábado, 25 de janeiro de 2014
Ao amor da minha vida
quarta-feira, 19 de junho de 2013
Carta a meus pais
São Paulo, 17 de junho de 2013
Pai, Mãe
Conto um pouco do que vi e o que não vi ontem em São Paulo.
Ontem vi cordialidade no trânsito, ontem vi pessoas pedindo licença, ontem vi uma certa cumplicidade que há muito não via em São Paulo; onde ouvi vozes alegres mas indignadas, cansadas. Ontem vi jovens, velhos, professores, pessoas com gravata, de terno, de chinelo; ontem ouvi o hino nacional gritado do fundo da garganta de todos que estavam nas ruas. Ontem a Globo tirou os logotipos dos microfones, os repórteres se misturavam entre o povo, ontem todos tinham câmeras e celulares; ontem todos podiam dar sua opinião nas redes sociais, na internet. Ontem, mídia nenhuma pode esconder ou manipular o que estava acontecendo pois agora a informação é mais de todos do que apenas de poucos.
Caminhamos do Largo da Batata até a Ponte Estaiada entoando cantos de "O povo acordou", "Eu sou brasileiro com muito orgulho, com muito amor", "Vem, vem pra rua contra o aumento","Não ao vandalismo", "Sem violência", "Abaixa a bandeira do partido", "Pátria amada Brasil"; ontem eu vi e vivi o que jamais tinha visto antes nos meus 28 anos.
Ontem eu não vi violência, ontem eu não vi ninguém pular a catraca do metrô, não vi muvuca pra comprar o bilhete do metrô (tomados, todos, por pessoas entoando músicas, segurando cartazes e andando ordenadamente), não vi ninguém se empurrando para entrar no trem. Ontem eu não vi a PM, eu não vi vandalismo, eu não vi só estudantes mimados pedindo o direito de fumar maconha na USP.
Eram milhares, caminhando e cantando e seguindo a canção. Era sim, muita gente da classe média, que pode se dar ao luxo de sair cedo do trabalho para ir às ruas. Eram sim muitos estudantes. Mas era sim gente de todo o tipo e gente que não necessariamente terá que apertar as contas das casa pelos R$ 0,20 do aumento mas que não aceita mais ter um transporte público ruim e mal-tratado, gente que não aceita mais as desculpas esfarrapadas de "as contas não fecham" quando poucos enriquecem com a corrupção. E se não é a classe média, essa que batalha ainda assim todos os dias para dar uma educação decente aos filho, que pode estudar, que aprendeu um dia as bases que formam uma sociedade a se levantar e gritar por um país mais igual, quem será?
Ontem voltamos com o vinagre e as máscaras para casa. Porque é assim que deve ser.
Escrevo-lhes também para agradecer por tudo o que eu sou, pelo que me tornei. Agradecer-lhe pela escola onde pude estudar, pelas atividades culturais que pude participar, pelos idiomas que pude aprender, por tudo o que vocês me proporcionaram, na maioria das vezes em detrimento dos seus próprios desejos de consumo, quem sabe de seus sonhos (sei que mamãe sempre sonhou em viajar e durante toda a minha infância só a vi dentro de hospitais; sei que papai conseguiu realizar seus estudos e hoje e é o que é a duras penas e através de muitas economias). Agradeço hoje e sempre por ter tido sempre a liberdade de fazer minhas escolhas. Vocês sempre estiveram ali para palpitar e direcionar mas independente de suas opções políticas e partidárias, aos 16 anos fui eu quem escolheu tirar o título para exercer minha escolha.
Agradeço mãe, pela companhia em 1992 diante da contagem dos votos pela TV, por ter nos levado para a rua num surto de alegria ao tirarmos um presidente do poder.
Agradeço pai, por nos mostrar que sempre se pode ajudar aos outros, com qualquer que seja o gesto, por mostrar que honestidade faz a nossa integridade, traz a paz no coração todas as noites ao deitarmos a cabeça no travesseiro.
Ontem cantei, gritei, bati palmas e andei, ao lado de amigos, de desconhecidos mas ao final éramos todos um só.
Não concordo com todas as causas do movimento, mas havia uma causa comum pela qual todos estávamos lá: basta, chega, it's enough.
Espero que o povo tenha realmente acordado. Espero que o povo tenha realmente acordado. Espero que tudo dê resultado, que tenhamos condições de transporte mais decentes para a maior cidade do país. Espero que se nada resolver que não parem por aí. Espero que haja mais e mais caminhadas pacíficas. Espero que os nossos representantes em todas as cidades hoje tenham acordado com um pouco mais de medo do povo. Por que é assim que tem que ser; que se tenha vergonha e medo de ser desonesto, de ser corrupto, de gastar o dinheiro público indevidamente.
Espero também que o brasileiro mude. Por que o Brasil não é formado de congressistas e políticos, o Brasil é feito de brasileiros. Espero que paremos de falsificar carteira de estudante, de comprar o baseadinho "que não faz mal a ninguém", que paremos de furar filas, que paremos de subornar os policiais, que paremos de dirigir alcoolizados, de sonegar o imposto de renda, de contribuir com estabelecimentos que fraudam impostos, que paremos de tirar vantagem de tudo. Espero que finalmente alguém lá no Congresso entenda que saúde e educação vêm em primeiro lugar.
Espero que se entenda que professor não ensina apenas a fazer contas e a ler e escrever. Professor forma caráter, professor constrói seres humanos, professores formam a base de uma sociedade e que professor deveria ser uma das profissões mais bem pagas do país.
Espero também que tudo não seja esquecido nas próximas eleições e que pesquisemos mais sobre as propostas e a história daqueles que elegeremos como nossos representantes. Espero que possamos organizar um movimento que ensine o que fazem os três poderes, que ensine e conscientize qual o papel de cada pessoa que colocaremos em Brasília não só o Prefeito, o Governador e o Presidente.
Espero eu mesma mudar e ser tudo isso de fato em que eu acredito porque não me retiro das pessoas que dar um "jeitinho" para muitas coisas no dia-a-dia. Espero também poder cobrar essas atitudes mesmo dos meus melhores amigos.
Espero, mesmo, que estejamos presenciando alguma mudança e espero mais que tudo poder contar um dia para seus netos que eu estive lá. Como vocês estiveram em 1984, como vocês estiveram em 1992, como deve ser para que este seja o país de nossos sonhos.
Brasil, ame-o e mude-o, porque eu jamais o deixarei.

domingo, 9 de junho de 2013
sábado, 23 de fevereiro de 2013
Lar, meu doce e distante lar
Em momentos de incerteza, tenho gostado de passar meu tempo
em casa, mais precisamente em meu sofá; dele posso observar quase todo o
apartamento (que é bem pequenino). Daqui vejo minha estante recém organizada
com a sessão de livros de arquitetura, de viagens, de economia, de culinária
(esta, confesso, pouco representada dada a nossa preguiça em cozinhar rs) e de revistas todos
permeados por lembranças de viagens. segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
Abrindo para balanço
Meu lugar favorito – Grenoble. Tinha esquecido como eu sou apaixonada por aquela cidadezinha tão charmosa
O melhor dia de 2012 – uma certa terça-feira em Nova York; uma quinta-feira em Nova York
Em 2012 eu pensei em fugir para o outro lado do oceano
Meu pior dia de 2012 – não saberia escolher
Em 2012, eu tentei e não consegui – implementar o Projeto Verão
Meu melhor presente de 2012 – Pietro, meu novo Fiat 500 vermelho, lindo!
A melhor compra de 2012 – dois soutiens e uma calcinha da Hope (me renderam o carro aí em cima)
Meu filme preferido em 2012 – Les Intouchables
Meu blog preferido em 2012 – continua sendo o da Ná
Meu vídeo do YouTube em 2012 – O da Regina Duarte na Ilha de Caras
Meu livro favorito – Snuff, mais Chuck para o mundo
Meu parceiro/a de 2012 – a inseparável, Gabi
Meu show preferido de 2012 – Gossip e Franz Ferdinand com as melhores companhias
Em 2012 eu consegui...ser menos pessimista
Em 2012 tive inveja de...todas as pessoas que conseguem ser magras
Em 2012 eu descobri que cansei de ser sozinha
Em 2012 eu quis matar...o ex chefeE o troféu me mata de orgulho de 2012 vai para...Julis, que virou arquiteta
Momento surpreendente em 2012 - a Bel, grávida, e o nosso sonho Peter Pan indo por água abaixo
Meu momento "Eu sou Ryka" em 2012 foi...ter viajado duas vezes para Nova YorkO problema de 2012 foi...a vida amorosa (ou a falta de uma)
O bom de 2012 foi...continuar a ter a certeza de estar cercada dos melhores amigos
Em 2013 eu quero....encontrar o emprego dos sonhos, morar nos Estados Unidos, viajar para a Europa, ter um novo casinho, ser magra de novo e continuar a cultivar o meu mais belo jardim, meus amigos.
sábado, 11 de agosto de 2012
From Lebanon, with love
Ao chegar à França, em 2006, conheci a família Habib no albergue onde fiquei. Eles e mais cinco outras famílias libanesas que estavam lá faziam festa todas as noites: dançavam músicas árabes, nos ensinavam passinhos, fumavam narguile. Foi numa dessas noites que conheci melhor a Nahed e fiquei sabendo porque estavam lá: vieram fugidos da guerra contra Israel. Não sei se porque também me encontrava longe de casa, pela primeira vez numa cultura diferente, identifiquei-me desde os primeiros dias com a comunidade libanesa. Admirava-os muito por conservarem a alegria mesmo em tempos difíceis. Deixaram parentes, amigos, amores num país que estava sendo bombardeado e ainda assim sorriam. Os anos passaram, a amizade ficou.
Este ano resolvi ir visitá-la e conhecer este país que sempre me fascinou seja pela história, pela comida deliciosa, pela simpatia das pessoas.
Aterrissando em Beirute lá estava ela, me esperando, sorridente como sempre. Fui tratada como uma rainha do início ao fim. Fiz parte da família e da casa durante uma semana e foi uma das experiências mais incríveis que já tive. Até Halime, a empregada etiopiana, trocava saudações comido (assim, em mímicas, porque meu árabe não evoluiu em nada durante a estadia) e me acompanhou até o carro para dar tchau na minha partida.
Surpreendeu-me o fato de a ambientação da casa ser muito semelhante às casas brasileiras (ao menos as do interior): uma sala de estar com sofás grandes, toda cheia de tapetes e decoração pela estante e paredes; a mesa de jantar grande para caber a família toda, sempre cheia de comida, de várias opções, claro, para a visita poder experimentar de tudo; o quarto com bichinhos de pelúcia em cima da penteadeira. Lembrou-me minha infância, senti-me em casa.
Apesar da conhecida imagem de país árabe/muçulmano, a população libanesa é bem dividida em termos de religião. Mesquitas de seguidores do profeta convivem em proximidades com imagens e estátuas de Nossa Senhora em diversos lugares. Algumas cidades são mais cristãs ou mais muçulmanas mas as duas religiões parecem coexistir bem. Nahed e sua família são muçulmanos mas, como acontece com os católicos, uns seguem mais outros menos os costumes que deseja.
Como o país é pequeno e meus anfitriões estavam ávido para me mostrar todas as suas belezas costeiras e montanhesas, conheci muitas cidades de norte a sul.
A antiga Byblos, atual Ajibail, foi minha primeira parada. Ruínas romanas antigas, um zouk cheio de bugigangas para turistas, um mar lindo e paisagens de filmes.
Visitamos também a região fronteiriça de Israel onde o Hizbollah tem um “sight seeing” turístico, uma espécie de museu da guerra com Israel. Impressionante! Sente-se a raiva no ar. Não foi como outros museus que lembram a guerra que visitei, onde em geral sente-se a tristeza de vidas perdidas. Lá, há o orgulho dos mártires da resistência e dos soldados inimigos que morreram nos tais campos. Exposições de armas, canhões, artilharia pesada, equipamentos de espionagem. Até um túnel recriando a vida nos tempos de guerra havia. Confesso que era de tremer um pouco as pernas. Mas foi uma experiência única estar num lugar onde coisas tão recentes aconteceram; mais ainda é poder ver e ouvir das pessoas o sseus pontos de vista sobre a situação ao invés de seguir os acontecimentos pela mídia.
Nesse mesmo dia terminamos a noite em Tyre, atual Sour. Linda praia, cheia de barraquinhas na areia. Jantamos num restaurante que servia um delicioso peixe fritinho.
A família Habib me levou também para conhecer a região dos vinhedos, lozalizada entre duas cadeias de montanhas, mais ao norte de Beirute; passamos a noite em Zahle, uma cidade super bonitinha que me lembrou muito Iguape. Lá estavam os doceiros vendendo todas aquelas guloseimas à beira do riacho.
Baalbek, perto da fronteira com a Síria, é um patrimônio incrível. Um templo romano ainda muito preservado e um sonho para quem gosta de história. É impressionante o sentimento de pequenez ao ver toda aquela grandiosidade. Nosso guia lá era libanês de origem brasileira. Ficou felicíssimo e não parava de enviar abraços a todos os “compatriotas”, gente muito acolhedora, segundo ele. Explicava que no antigo império romano a ordem era dada por “Deus, a mulher e o homem”. Ordem esta muito contestada pelo irmão chato (muito chato) da Nahed mas eu com minha boca grande não resisti em responder “Vês Habib (me dirigindo ao pai), os homens de hoje não constroem coisas tão lindas como estas”. Habib concordou sem hesitação.
Comi tudo o que havia para experimentar, desde os conhecidos de sempre como esfihas, pão sírio, tabule (nada como o tabule da mãe da Nahed, aliás), kibe cru até fígado de galinha cru. Em cada refeição tinha a impressão que comíamos como uma família de dez, éramos geralmente quatro.
Habib, em árabe, significa “meu amor”. Nahed e seus pais refletem muito bem a beleza desse sentimento. Agradeço mais uma vez à essa família por me acolher tão bem em sua casa e me fazer viver toda essa experiência.
Hei de voltar um dia.
PS> Minha amiga Nahed casou-se em 2010 e 6 meses depois sofreu um aborto espontâneo, quando foi diagnosticada como portadora de esclerose múltipla. Foi “divorciada” (sim, em casamentos muçulmanos apenas uma parte toma a decisão, o homem) enquanto ainda estava hospitalizada após ter perdido a visão temporariamente sem que tivesse a chance de vê-lo de novo. Apesar dos dias difíceis conserva no rosto um sorriso lindo, uma vontade de viver. Não reclama de nada e tem muitos planos para o futuro. Fez-me pensar como reclamamos demais da vida.
terça-feira, 22 de maio de 2012
Eles são demais
Amarante é um autista charmoso. Canta com a alma, como se mais ninguém estivesse ali olhando para ele. Camelo tem aquela voz mansa que enlouquece. Barba não cabia em si na bateria.
Nunca fui muito fã de artista nenhum em especial mas deles eu conheço quase todas as músicas, canto com paixão e me descabelo quando vejo-os entrar no palco. Danço, fecho os olhos, me deixo levar, é simplesmente delicioso. O arranjo musical é fenomenal, a melodia original e as letras sempre me lembram algo ou alguém.Parecem músicas feitas assim, para a vida.
Das 25 músicas acho que não cantei 3 das quais uma era nova mesmo. Relembraram todos os discos, incluindo a alegria do “Bloco” ao intimismo de “4”; tocaram Ana Julia no bis sem tanta empolgação mas não com menor destreza. Acho que era uma maneira de mostrar que não esqueceram aquela ex-namorada que os fez viver bons momentos mas que deixou de ter muito a ver com eles.Queria ter ouvido o Camelo cantar "Santa Chuva".
Senti saudades, esperam que dessa vez tenham voltado para ficar.
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
Diálogo de um domingo de Natal
Mila: Nada pai (e finjo uma risada, uma anedota)
....algum tempo depois:
Pai: Mila,que você tem, tá triste?
Meu não convive dia-a-dia comigo há mais de 20 anos e achei que ele não soubesse mais reconhecer minhas tristezas e alegrias..mas ele ainda sabe, foi meu presente de Natal
:-)




